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15/10/2021

#ITOGRASSEMCAMPO: Iluminação Artificial

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Vamos falar em como a luz pode influenciar a preparação do seu gramado de futebol. 

 Foto1. O uso de iluminação artificial no estádio do Maracanã/RJ. 

Será que apenas as grandes arenas devem se preocupar com a quantidade de luz que o gramado recebe? Vamos discutir na coluna da semana a importância da luz no crescimento do gramado e como pode ser feito a sua suplementação. 

A Luz 

Todas as plantas utilizam a energia da luz, normalmente fornecida pelo sol, para produzir a energia química necessária para o crescimento delas através de um fenômeno conhecido como fotossíntese. 

Essa luz é importante em qualidade e quantidade e varia para cada tipo de planta. Cactos se desenvolvem muito bem em ambientes totalmente ensolarados enquanto algumas espécies não resistem quando expostas à luz direta. 

A radiação solar possui uma distribuição espectral cuja banda de comprimento de onda tem de 300 nm a 2500 nm. No entanto, apenas 50% da radiação que atinge a superfície terrestre é Radiação Fotossinteticamente Ativa (PAR) para os vegetais, que é a região de comprimento de onda entre 400 nm a 700 nm do espectro eletromagnético.  

 

Figura 1 apresenta o PAR utilizado pelas plantas. 

O Clima 

Como sabemos, o crescimento do gramado é desuniforme ao longo do ano, com alternância entre a primavera/verão e o outono/inverno. 

Vários são os fatores que influenciam na capacidade de desenvolvimento de um gramado esportivo; o fotoperíodo ou quantidade de luz a qual a planta é exposta é um deles. 

A radiação solar e a temperatura do ar são os maiores e igualmente importantes fatores que influenciam o desenvolvimento das gramíneas, porém esses atributos representam papéis diferentes na ecofisiologia da planta. 

Tanto a radiação solar quanto a temperatura variam de acordo com a época do ano e com a latitude onde se localiza. Latitudes altas, como as observadas no Sul do país, são as que apresentam a menor e a maior variação de radiação ao longo do ano. 

 

Gráfico 1. Radiação solar ao longo do ano em três diferentes latitudes. 

A Planta 

Algumas gramíneas, como as Bermudas que são popularmente utilizadas em gramados de futebol, aprimoraram uma capacidade para a produção extra de energia química no seu processo metabólico. Ela aumenta sua eficiência através da utilização de uma molécula extra de Carbono neste processo e por isso são classificadas como plantas C4. Outras gramíneas, como a Ryegrass (Lolium Perenne), só utilizam 3 moléculas de carbono e são classificadas com C3. 

Plantas C4 apresentam uma necessidade maior de exposição à luz para se desenvolverem quando comparadas às plantas C3.  

Uma imagem contendo Gráfico

Descrição gerada automaticamente 

Gráfico 2. Desenvolvimento de plantas C3 e C4 em diferentes níveis de exposição à luz. 

A radiação, definida pela exposição da planta à luz, é a fonte da energia para a produção da biomassa. Se essa quantidade de luz não é suficiente a planta tem o seu desenvolvimento e, por consequência, a capacidade recuperação prejudicados. 

A Itograss, por meio do seu Centro de Pesquisas, vem estudando o comportamento das Bermudas em diversas situações. A resistência ao sombreamento é um dos mais importantes itens avaliados.  

 

Foto2. Centro de Pesquisas da Itograss comparando o efeito da sombra sobre o desenvolvimento das espécies. 

Entre as variedades de Bermudas cultivadas pela Itograss, a Celebration é a que apresenta o maior destaque em condições de pouca luz. Esses dados foram validados por pesquisa realizada pela Universidade da Flórida. 

 

Tabela 2. Comparação de desempenho de diferentes variedades sob efeito da sombra. 

Esse estudo chegou a conclusão que a Bermudas Celebration em condições de sombreamento excessivo, precisou de 35% menos luz do que as outras principais Bermudas utilizadas nos gramados de futebol do Brasil para o mesmo desenvolvimento. 

Arquitetura 

Todos os projetos arquitetônicos das novas arenas tiveram como objetivo principal proporcionar conforto ao expectador, e os atuais assentos devem oferecer proteção aos usuários contra eventos naturais, como a chuva. A maneira para isso ser possível foi o avanço das coberturas sobre as arquibancadas. 

 

Foto 3. Fotos comparando as coberturas em 2007 e 2017, respectivamente da Arena Fonte Nova/BA. 

Com isso, a deficiência de luz se tornou comum nessas arenas e dificultou a capacidade de desenvolvimento dos gramados.  

 

Foto 4. Sol do meio-dia durante o inverno no estádio Mané Garrincha/DF. 

Solução: Iluminação artificial 

A solução tecnológica suplementar encontrada foi o fornecimento de luz artificial por meio de equipamentos adaptados para os gramados esportivos. Essa tecnologia também contribui com o aumento da temperatura do solo, o que favorece o desenvolvimento dos gramados. 

A saída de luz de plataformas de iluminação artificial inclui um comprimento de onda fotossintético ativo de 400-700 nm (nanômetros), assimilável pelas plantas. 

Durante um período de 10 a 12 horas, essas plataformas de iluminação artificial podem fornecer radiação fotossintética suficiente para promover o crescimento ativo de gramas temperadas (semeadas no inverno) em estádios fortemente sombreados e permitir a recuperação aceitável do desgaste durante os períodos de inverno. 

A maioria das plataformas de iluminação usa tecnologia convencional de lâmpada de sódio de alta pressão, que também fornece uma fonte de calor – um atributo útil em climas mais frios e temperados.  

 

Foto5. Detalhe das lâmpadas de vapor de sódio. 

Essa tecnologia não é tão bem desenvolvida para o crescimento de grama de clima quente, devido às maiores intensidades de luz exigidas por essas gramíneas, mas as novas tecnologias que envolvem o uso de lâmpadas LED com espectros adequados prometem aumentar essa eficiência. 

Esses equipamentos têm um valor de aquisição e manutenção altos. As maiores plataformas atualmente no mercado possuem uma área iluminada entre 360 e 590 m². 

Quase todas as arenas receberam durante a Copa do Mundo esses equipamentos. O cálculo de necessidade é feito de acordo com as condições climáticas e arquitetônicas de cada arena. 

Os desenvolvimentos nos próximos anos provavelmente envolverão um maior uso da tecnologia de diodo emissor de luz (LED) como fonte alternativa de luz, visando a redução dos custos com a energia. 

 

Foto 6. Utilização de sistema de luzes LED vermelhos. 

O uso da tecnologia com LEDs vermelhos - ainda em estudo comprobatório - induz o aumento da resistência da planta a doenças. 

Outras considerações: 

• Os programas de fertilizantes e irrigação devem ser ajustados quando as unidades de iluminação estiverem em uso. 

• O layout da fonte de energia precisará ser considerado antes da instalação. 

• Normalmente são necessárias entre três e nove plataformas para fornecer cobertura leve suficiente de um gramado do estádio -  dependendo da extensão da sombra pesada. 

• O uso médio de um sistema completo de unidades é tipicamente entre 5.000 e 15.000 horas por temporada. 

Conclusão 

O sistema de suplementação artificial é uma excelente ferramenta auxiliar na preparação de gramados de futebol, principalmente naquelas condições de sombra excessiva. 

Praticamente todas as novas arenas necessitam dessa tecnologia para assegurar qualidade nos pontos mais críticos de sombra. 

No seu gramado particular, controle o excesso de sombra através da escolha da localização do seu gramado. Se você tiver muitas árvores ao redor procure fazer uma poda que facilite a passagem e luz. 

Se tiver mais dúvidas, ligue para a Itograss, nosso Centro de Gramados Esportivos pode te ajudar.