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11/04/2018

Tecnologia Ready to Play Itograss é notícia no Zero Hora

CAMPO EM BOAS CONDIÇÕES
Jogo com gramado perfeito depois de show?
Veja o exemplo que deu certo.

Allianz Parque recebe dezenas de eventos e consegue manter a qualidade do campo
11/04/2018 - 17h32minAtualizada em 11/04/2018 - 17h32min

Palmeiras investiu em tecnologia no seu gramadoEstádio Allianz Parque / Divulgação,ESPORTES

Por aqui a cena se tornou rotina e virou motivo de preocupação para a dupla Gre-Nal. Como a Arena e o Beira-Rio também são utilizados para shows, em alguns casos o gramado ficou prejudicado no jogo posterior a retirada do palco. No caso do Inter, a opção no último espetáculo foi fazer a montagem da estrutura atrás de um dos gols. 

Mas um exemplo no Brasil está dando certo. Mesmo com os diversos shows no Allianz Parque, o clube não está tendo prejuízo com o campo de jogo. Para entender melhor como está funcionando o processo por lá, conversei com o engenheiro agrônomo Rodrigo Santos, coordenador do departamento esportivo da Itograss, empresa que fornece o gramado de vários estádios brasileiros. Vale lembrar que a casa do Palmeiras é a que mais recebe eventos no país.

Quando começou o trabalho da empresa no gramado do estádio do Palmeiras?

- No título do Campeonato Brasileiro de 2016 foram muitas críticas, dos jogadores e do técnico na época, o Cuca, sobre a qualidade do gramado. Com esta situação, a Itograss procurou a W Torre, porque tínhamos muita confiança na variedade e tecnologia, que são os nossos dois pilares. Em abril de 2017 implantamos o nosso trabalho e o nível de satisfação aumentou muito. Colocamos a grama  Bermuda Celebration, que é muito melhor para essas novas arenas. A Celebration tem duas características principais, ela tolera mais a falta de luz, porque esse caderno de encargos da FIFA, pode ver aí no Beira-Rio e Arena, pelo fato da proteção da cobertura no estádio, a área do gramado ficou prejudicada. A outra característica é o crescimento rápido. Ela se recupera muito rapidamente. O outro pilar é a tecnologia. No Brasil sempre se precisou de um intervalo de 30 ou 40 dias quando se trocava o gramado. Hoje com a nossa tecnologia Ready To Play, com equipamentos específicos e trabalho de nivelamento, eu já levo ela pronta da fazenda para o campo, então eu só faço a transferência. Eu consigo levar e ter jogo no dia seguinte.

Como vocês fazem para ter o gramado com qualidade depois dos shows?

- São coisas distintas, uma é você oferecer para uma arena a possibilidade de usar o estádio por 10 ou 11 dias com um palco em cima, e aí você entra depois e faz esse plantio rápido com a grama já pronta para jogo. Essa é a tecnologia Ready To Play. Já a Bermuda Celebration, a gente vem observando, principalmente no Allianz Parque, que é o local com grama natural que mais recebe eventos no mundo, que ela funciona muito bem. A Celebration mostrou essa característica, depois de três ou quatro dias com o palco em cima dela, ela apresenta muito menos sinal de desgaste, como aconteceu com o Grêmio no último show. A gente teve o mesmo show no Allianz Parque, com o mesmo tempo de cobertura, e a grama apresentou muito menos desgaste.

Vocês trabalham com quais estádios utilizando essa grama?

- Durante a Copa de 2014, foi a grama mais utilizada. Em São Paulo temos ela na Arena Palmeiras. Morumbi e Vila Belmiro. No Rio, no Maracanã e Engenhão. Em Belo Horizonte no Mineirão e Independência, em Brasília no Mané Garrincha, no Castelão em Fortaleza. Esse gramado tem sido a escolha preferencial atualmente.

Esse gramado tem uma diferença muito grande de custo em relação aos demais?

- Ela não tem um custo maior para uma troca ou substituição. E o preço de venda de uma variedade para outra também não. É comercialmente competitiva. O que é exclusivo da Itograss é a tecnologia. Utilizamos na Olimpíada, com um intervalo muito pequeno entre o show de abertura e os jogos finais do futebol no Maracanã.

E qual é o custo de manutenção?

- A manutenção não é bem com a gente. Entramos com o fornecimento. Um fornecimento como esse avaliamos que não é caro, em torno de R$ 250 mil. Se você pegar o caso do Allianz Parque que o aluguel é de R$ 1 milhão por show, e são vários shows, ter a garantia de um gramado de qualidade e que vai resistir é um investimento importante. E hoje você precisa trazer shows. Só que não pode atrapalhar o gramado, então tem que investir em tecnologia.

Qual é a sua avaliação sobre os gramados dos estádios brasileiros?

- Melhorou com os grandes eventos, como Copa e Olimpíada. Viajamos o mundo inteiro para buscar novas tecnologias, a FIFA vinha insatisfeita com a Copa de 2010, e aqui foi tudo bem. Temos tecnologia e conhecimento como os melhores países do mundo. Claro que em muitas situações os clubes não tem dinheiro para fazer o investimento.