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13/01/2018

Do jardim para a mesa

Crédito by Revista Paisagismo e Jardinagem

Ao mesmo tempo em que agrega charme à área verde, a horta garante hortaliças, legumes e temperos fresquinhos

Nada como comer hortaliças fresquinhas todos os dias. Essa é a ideia de quem tem uma horta em casa. E para isso, ao contrário do que se imagina, não é necessária uma grande área. Além disso, é fácil implantá-la!
“Espaço não é pré-requisito. Existem opções de tamanhos diferenciados, podendo ser criadas em residências de maior área externa, sítios, fazendas e até espaços reduzidos. E em paredes, onde é possível ter uma horta suspensa”, explica a paisagista Ivani Kubo, da capital paulista.
De acordo com ela, o importante é ser criativo e oferecer as condições adequadas para o bom desenvolvimento das espécies. “É preciso luz solar direta, boa drenagem e terra adubada e fofa, além de irrigação apropriada”. Alexandre Galhego, engenheiro agrônomo e paisagista, de Campinas, SP, ainda cita como outro aspecto fundamental a dedicação. Ele diz que se não houver o mínimo de cuidado ou uma pessoa responsável por essa manutenção, é melhor não implantá-la.

Variedade
 
Versátil, a horta pode ser implantada diretamente no solo, sendo composta por canteiros, em jardineiras, vasos e até mesmo paredes.
“No caso de canteiros, pode-se trabalhar com inúmeros tamanhos e formatos, bastando avaliar o quanto se quer produzir e o espaço disponível”, afirma o profissional. Para delimitá-los, diversos materiais são empregados, por exemplo, alvenaria, dormentes ou pedras, desde que a largura não exceda 1,5 m, evitando, assim, dificuldades na colheita.
Para quem tem espaço reduzido, uma horta suspensa ou em vasos distribuídos em um pequeno trecho da varanda são ideais.
As espécies escolhidas também são de grande importância. Por exigirem pouco espaço, as mais utilizadas são as ervas e os temperos, caso de hortelã (Mentha sp), manjericão (Ocimum basilicum), orégano (Origanum vulgare), salsinha (Petroselinum crispum) etc.

Cuidados

Quando se tem uma horta em casa é primordial que a rega seja feita adequadamente e que haja o controle de pragas e doenças. Segundo o engenheiro agrônomo e paisagista, observando-se esses dois fatores é relativamente tranquilo mantê-la em ordem.
Primeiro, deve-se conservar a umidade do solo. Para facilitar o trabalho, Ivani indica a irrigação automatizada. “No caso de espaços grandes, o sistema consiste em um conjunto de aspersores. Um timer faz a irrigação automática diariamente conforme a necessidade de sua da área. Enquanto em hortas verticais ou ainda em apartamentos ou pequenos ambientes, usa-se o gotejamento.”
Para seu bom desenvolvimento, ainda é necessária atenção com a luminosidade. É primordial que a horta seja implantada em uma área onde haja grande incidência de raios solares. “São pouquíssimas as espécies empregadas na composição de hortas que se dão bem em sombra”, ressalta Galhego.
Quanto à adubação, Ivani diz que é simples. De acordo com ela, pode ser feita a cada 20 dias com material orgânico, como húmus de minhoca e cascas de legumes, ou ainda com NPK na proporção 4-14-8.
“Deve-se ficar atento também com pragas e doenças mais comuns”, adverte o engenheiro agrônomo e paisagista. As principais são cochonilhas, formigas, gafanhotos, lagartas, lesmas, nematoides e pulgões, sendo que o controle pode ser feito com substâncias naturais, repelentes e defensivos agrícolas, que devem ser manuseados por um engenheiro agrônomo.


Vanessa Sarzedas
Revista Paisagismo & Jardinagem
www.casadois.com.br